Nesta sexta-feira, 09/02, inicia-se o tradicional carnaval de rua, em Goianésia. Trata-se de umas das maiores folias do estado. Para muitos, é momento de descanso, para outros de festa, de pegação. E com tanta pegação, surge uma importante questão: o aumento considerável de transmissão de doenças sexuais, como a sífilis, a gonorreia e o HPV, por exemplo. Mas quero destacar aqui o HIV/AIDS. O HIV (sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana) causa a AIDS, doença que ataca o sistema imunológico, propiciando o surgimento de inúmeras outras patologias, que podem levar a morte.

Segundo o Ministério da Saúde, havia no Brasil, em 2017, pouco mais de 827 mil pessoas com o HIV. Destas, cerca de 100 mil não sabiam que são portadoras e outras 200 mil que sabiam de sua condição, mas não se tratavam. Um dado preocupante: pesquisa recente da UNAIDS (Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) mostra que houve significativo aumento de casos de Aids no país, especialmente entre jovens de 15 a 24 anos. Um mito muito propagado entre os jovens é de que a transmissão se dá em grupos específicos: homossexuais ou pessoas que fizeram transfusão de sangue, por exemplo. Mas reforço aqui: não há grupo de risco. TODOS podem contrair o vírus e vir a desenvolver a doença.

Esse aumento nos casos de AIDS tem uma boa explicação: a redução do uso de preservativos. Um alto percentual de jovens não faz uso constante de preservativos. Seja por desconhecimento (uso ou importância), seja por desconforto, seja por vários outros motivos. Alerto: deixá-lo de usar apenas uma vez é suficiente para contrair o vírus. Ao não usar preservativos, seja a camisinha masculina ou feminina, aumenta-se potencialmente o risco de contágio não apenas da AIDS, mas mais de outras 30 doenças sexualmente transmissíveis.

A transmissão se dá não apenas pelo sexo vaginal e anal, mas também pelo oral. Sabe aquele sangramento na gengiva na semana passada ou aquela afta de ontem? Pois é, podem ser um caminho para o vírus. Além de uma gravidez indesejada, o uso de preservativos pode evitar várias doenças e prolongar a sua vida. Seja com alguém que você acabou de conhecer ou o seu parceiro de longa data: AIDS não tem cara. Só dá pra evitar se protegendo.

Se você manteve relações sexuais sem preservativos, há a possibilidade, mesmo que mínima, de ter contraído alguma doença. Portanto, converse com o seu parceiro, converse com seu médico, faça o exame. Mesmo sendo portador, há tratamento.

No mais: USE CAMISINHA!!

Fonte: UNAIDS. Estatísticas globais sobre o HIV. Brasília, 2017. Disponível em https://unaids.org.br/estatisticas/

Por S.R.