A Fifa oficializou nesta terça-feira (10) que a Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções após votação unânime na reunião do conselho realizada em Zurique, na Suíça. A entidade também adiantou, por meio do seu perfil do Twitter, que o formato será de 16 grupos com três times cada.

A Fifa, no entanto, ainda não definiu como será feita a divisão das 16 novas vagas entre as federações continentais. Uma possibilidade é que a América do Sul, que tem apenas dez seleções, fique com seis vagas na Copa e com chance de conquistar mais uma na repescagem.

Em relação ao novo formato, a Fifa apenas informou que as 48 seleções serão divididas em 16 grupos na primeira fase, Porém, um esboço de tabela publicado por diversos meios de comunicação do mundo mostra que os dois primeiros de cada chave se classificarão para o mata-mata, que assim ganharia mais uma fase.

A expansão da Copa para 48 seleções já foi criticada por personalidades do futebol como Pep Guardiola, técnico do Manchester City, e Joachim Löw, treinador da Alemanha. Uma das preocupações é que o torneio tenha uma queda de nível técnico com a entrada de mais equipes.

O principal defensor do aumento de vagas foi o presidente Gianni Infantino. Há duas explicações para isso: 1) a estimativa da Fifa é de que o crescimento da Copa proporcionará um aumento entre US$ 750 milhões e US$ 1 bilhão nos contratos de televisão do Mundial. 2) Incrementar o número de vagas por continente agrada mais países e portanto membros do Congresso da Fifa, que elegeu Infantino ao cargo e que decidirá se ele continua.

No caso do aumento de renda de televisão, isso significaria que a Fifa subiria em 20% as suas receitas por ciclo de Mundial, que atualmente giram em torno de US$ 5 bilhões. Em relação a agrados políticos, a Conmebol, por exemplo, deve passar a ter 6,5 vagas, isto é, classificaria quase o continente inteiro já que são dez países na região.

Sede
O Conselho da Fifa também definiu que a sede da Copa do Mundo de 2026 será escolhida em maio de 2020. Conforme já decidido anteriormente, a Copa poderá ser organizada por vários países, mas Europa e Ásia, que receberão os torneios em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar), estão fora da disputa.

A entidade prevê a realização de quatro fases no processo de candidatura, até a definição do país ou dos países que receberão a competição

 A primeira etapa, que irá de hoje até maio deste ano, incluirá um período de consulta e desenho de estratégias para o torneio.

A preparação mais "meticulosa" das candidaturas será entre junho de 2017 e dezembro de 2018. A partir de janeiro de 2019, até fevereiro de 2020, será feita a avaliação das propostas de sedes. A eleição, em maio de 2020, acontecerá em Congresso da Fifa.

Com informações do UOL Esporte