O Colégio Maria Imaculada em Goianésia vem vivendo um grande dilema e luta nos bastidores para se manter em pleno funcionamento, isto porque o Governo do Estado, através da Secretaria de Educação, quer acabar com as escolas conveniadas ou no máximo arcar com apenas 50% do pagamento dos professores.

A proposta seria válida a partir do próximo ano, porém, a portaria publicada no mês de junho, estabelece alguns critérios, que de acordo com a Coordenadora Regional de Educação, Gislene Fonseca, o Colégio não se encaixa nos quesitos em que ele seria fechado, e sim, nos critérios em que o Estado arcaria com 50% dos professores, mas espera que pela qualidade do ensino oferecido pela unidade educacional, a escola possa continuar a ser mantida pelo Governo.

 

A direção do Colégio, através de sua diretora, Claudia Silvia de Morais Dantas Ferreira, tem tido constates reuniões no sentido de tentar reverter às implicações da portaria emitida pela Secretaria de Educação. Sabe-se que esta cogitação existe há muito tempo, porém, nunca foi tão incisiva como agora, podendo prejudicar todo um planejamento para os próximos anos.

O Governo não pretende voltar atrás e até o momento as negociações resultaram em retirar metade do convênio de forma gradual, ou seja, para o próximo ano o Governo ainda arcaria com 80%, em 2021 com 60%, e somente a partir de 2022 seria os 50%. Neste tempo, a Igreja Católica (Congregação Clarentiana), com a qual o convênio é firmado, usariam de sua influência para tentar reverter o quadro junto ao Governo Federal.

De acordo com Claudia Silvia, neste momento não se trabalha com o fechamento do Colégio, porém, a contribuição voluntária de R$ 60 deverá dar lugar a uma mensalidade, com valor mais alto, uma vez que a unidade escolar arcaria com o salário dos outros professores, demais funcionários, dentre outras despesas.