Após seis décadas de existência e com o processo de privatização concluído no ano passado, a Companhia Energética de Goiás (Celg) passou a se chamar Enel Distribuição Goiás. A empresa afirma que a nova identidade faz parte de um processo de modernização que deve culminar com melhorias no serviço prestado. São 2,9 milhões de clientes. As informações são do G1.

 “Tem que botar tecnologia, e é o que a gente está fazendo. No tempo, 2020, vamos estar com 40% menos de interrupções, que é quase que dobrar a qualidade que a gente tem hoje”, disse o presidente da Enel Distribuição Goiás, Abel Alves Rochinha.

De acordo com a empresa, foram investidos R$ 830 milhões em tecnologia e modernização das redes de distribuição em 2017. Outros R$ 2 bilhões devem custear mais obras nos próximos dois anos.

A venda da Celg para a Enel foi concluída em 14 de fevereiro de 2017, por R$ 2,187 bilhões. No Brasil, a Enel também no Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Sul.

Mais tecnologia
A Enel informou ter como pilar dos investimentos o Projeto Telecontrole, que consiste na automação da rede elétrica de média tensão, por meio da instalação de equipamentos telecomandados e de um sistema de gestão remota. Mil dispositivos devem ser instalados em 2018. Até 2020, devem ser 5 mil.

A empresa, que atua em cinco continentes, disse que já utiliza esta tecnologia em outros países, como a Itália e a Romênia. Por meio dele é possível identificar e isolar, com mais agilidade e à distância, falhas ocorridas na rede, reduzindo o número de clientes afetados, com claros benefícios em termos de qualidade do serviço.

No Brasil, o serviço já foi implantado no Rio de Janeiro. “Nos últimos dois anos, por exemplo, o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) na Enel Distribuição Rio reduziu nove horas”, afirma.

Obras
Segundo a Enel, em 2017 foram construídas três novas subestações e ampliadas outras dez. Entre as obras já concluídas estão as subestações Cocalzinho, Paraúna e o Sistema Ipeguari. O último foi inaugurado em fevereiro deste ano e prevê ampliação da subestação e construção de uma linha de distribuição na região sudoeste do estado, que deve beneficiar 20 mil clientes dos municípios de Santa Helena, Rio Verde e Maurilândia.

A empresa disse que coordenará 24 grandes obras em 2018, entre construções e ampliações de subestações e linhas de distribuição de alta tensão. Entre elas está a construção de três novas subestações nos municípios de Mineiros, Niquelândia e Anápolis e de uma linha de distribuição em Niquelândia.

Também está prevista a entrada em operação da linha de distribuição Luziânia-Cristalina. Por fim, serão construídas outras três subestações nas cidades de Bela Vista de Goiás, Orizona e Alto Horizonte.

A Enel afirma que realizou mais de 1.600 novas conexões rurais em 2017 e que, até o fim de 2018, serão outras 5 mil – todas por meio do programa do Governo Federal Luz para Todos. Em áreas urbanas, foram realizadas cerca de 6.800 novas conexões e, até o fim de 2018, deverão ser pelo menos outras 9.200.

Manutenção
A Enel disse que, além de obras, tem reforçado manutenção, por meio da poda de árvores. Foram realizadas ao todo 350 mil podas com o objetivo de reduzir o número de interrupções por queda de galho na rede, uma das principais causas de falha no fornecimento. O número, diz, é 25% superior ao de 2017.