Armas e munições apreendidas durante operção - Imagem: Divulgação/Polícia CivilEm continuidade as investigações do homicídio ocorrido em Barro Alto na noite de quarta-feira, 20, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na Fazenda do Dodozinho, pai de Maurício Ferreira da Silva, principal suspeito de ter cometido o crime. Para surpresa dos policiais, no local foram encontradas 05 armas de fogo e 157 munições.

Segunda a polícia, na porteira da fazenda, os policiais se depararam com Dirson Alves da Cruz conduzindo uma motocicleta. Ao avistar os policiais, Dirson teria ficado bastante nervoso, o que levantou suspeita. Deste modo, o suspeito foi submetido a busca pessoal, sendo encontrado em sua cintura uma arma de fogo calibre 28, carregada.

De acordo com a polícia, ao ser questionado sobre a arma de fogo, Dirson respondeu que havia ganhado de Ademar Ferreira da Silva, o Dodozinho, pai de Maurício.

A delegada responsável pelo caso, Poliana Bergamo, informou que Dirson e Ademar foram presos em flagrante e autuados pelos crimes de porte e posse ilegal de arma de fogo, respectivamente. 

Participaram da operação os policiais civis Airton Gago Júnior, Elton Alexsandre, Eliano Glória, Hércules Stival, Juares Moreira e Luciano Fonceca.

O crime
Paulo Henrique Dutra Miranda, de 23 anos, morreu na noite de quarta-feira, 20, depois de ser baleado no momento em que estava dentro de um bar localizado na Rua Procópio de Barros, Setor Vila Esperança, em Barro Alto.

Testemunhas relataram que a vítima estava sentada o interior do bar juntamente com outras três pessoas quando Mauricio Ferreira da Silva, de 56 anos, se aproximou pelas costas da vítima, sacou uma arma, não identificada, mas de calibre .22 (no local ficaram cinco estojos deflagrados), e falou “você nunca mais vai bater em homem” e em seguida atirou contra o Paulo Henrique.

Temendo serem atingidas por algum disparo, as testemunhas saíram correndo e não viram para que lado o autor saiu, nem se tinha algum veículo no apoio. O local foi isolado e o fato comunicado à Polícia Civil que acionou a Polícia Científica de Goiás para realização de perícia.

Autor e vítima eram cunhados.