Imagem: Divulgação/Polícia CivilNa manhã desta quarta-feira, 09, a Polícia Civil de Jaraguá foi procurada por uma mulher que informou que sua filha, menor de dezoito anos, estava conversando, através do aplicativo WhatsApp, com um preso do Centro de Inserção Social - CIS - da cidade de Jaraguá. A mãe solicitou providências, até porque descobriu que o detento mandava “nudes” e filmes pornográficos para sua filha.

De imediato, a Polícia Civil iniciou as investigações e, ainda, pela manhã, conseguiu identificar o preso que falava com a adolescente. Tratava-se de Rafael Alves Martins de Paula Costa, o “Farinha”, de 27 anos, velho conhecido da polícia, pois possui passagem por furto, roubo, tentativa de homicídio e tráfico de drogas.

Deste modo, de acordo com o delegado Glênio Ricardo, a tarde foi organizada uma operação e, então, com o apoio dos agentes prisionais do CIS, a Polícia Civil fez um adentramento tático operacional na cela de “Farinha”, onde existia outros 18 detentos, e após minuciosas buscas, foram encontrados dois aparelhos celulares, de propriedade do suspeito.

Segundo a polícia, ficou constatado que em seu celular havia informações que consubstanciavam a prática de crime envolvendo a menor e, desta forma, ele foi conduzido para a Delegacia e foi lavrado, no início da noite, um Auto de Prisão em Flagrante em seu desfavor pela prática do delito previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente).

Em conversa na Delegacia, Farinha afirmou que já cumpre pena no regime fechado há mais de 04 anos e que mantinha contato, através do WhatsApp, com a adolescente há vários meses. Se for condenado novamente, o suspeito pode pegar de 01 a 04 anos de prisão.

“A Polícia Civil agradece o empenho de todos que participaram deste belíssimo e exitoso trabalho e, ademais, agradece, também, o apoio incondicional dos agentes prisionais do CIS de Jaraguá e do Promotor de Justiça, Dr. Giuliano da Silva Lima”, finalizou Glênio Ricardo.