G1 Goiás - Um corpo sem cabeça foi encontrado na tarde desta quinta-feira, 17, boiando no Rio Meia Ponte, no Setor Negrão de Lima, em Goiânia. A Polícia Civil ainda não sabe se trata do mesmo homem que teve a cabeça jogada na calçada de um shopping da capital.

Pedestres viram o corpo e acionaram o Corpo de Bombeiros. Equipes da corporação realizaram buscas e encontraram a vítima.

O corpo sem cabeça passa por perícia nesta sexta-feira, 18, no Instituto Médico Legal (IML) da capital. Segundo a Polícia Civil, uma das linhas de investigação é que ele seja da mesma vítima que teve a cabeça achada na porta de um shopping da capital. Nem a cabeça, nem o corpo foram oficialmente identificados.

De acordo com o perito criminal do IML, que também é cirurgião dentista, Fernando Fortes Picoli, a perícia já está sendo feita, seguindo os parâmetros estabelecidos pela Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. Ele explica que, para que a vítima seja identificada, são utilizados, basicamente, três métodos.

“Quando possível, fazemos a identificação por impressão digital. Quando não é possível e já temos uma provável vítima, identificamos por meio das características odontológicas, confrontando com exames ou documentos da suposta pessoa morta. Quando nenhuma destas duas formas é possível, submetemos o corpo ao exame de DNA."

“A ordem vai do menos complexo ao que exige mais tempo. No caso da cabeça, não tem como ser por impressão digital, então a gente aguarda que a família que a reconheceu traga documentos para o confronto", disse ao G1

Uma cabeça foi achada no domingo, 13, na calçada da Avenida Perimetral Norte, em frente ao Shopping Passeio das Águas, na região norte de Goiânia. Segundo informações da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), ela foi encontrada por um pedestre próxima ao meio-fio da via, na calçada do shopping, com cortes na testa gravando a sigla “TD2”, gíria usada por facções criminosas que significa “tudo dois”, “tudo em paz”.

“Em relação ao corpo pode ser que seja possível por digital, mas, para saber se trata-se do corpo da cabeça que foi encontrada, será preciso fazer DNA em ambas partes”, explicou o perito ao G1.

Reconhecimento X Identificação
O perito Fernando Fortes Picoli explicou a diferença entre o corpo ser reconhecido e identificado. Ele afirma que o fato da família ir ao instituto e reconhecer a vítima como seu parente é passível de erro e, somente a identificação do IML pode ou não comprovar a identidade real do cadáver.

“Quando a família vem e fala ‘este é o meu familiar’, este é o reconhecimento. Qual é o problema? Como a família está emocionalmente abalada, e o cadáver tem algum tipo de alteração, como inchaço, lesões ou qualquer tipo de deformidades, ele é passível de falha. Ele dá o rumo para a identificação, mas não a garante em si”, pontuou.

Corpo sem cabeça é encontrado boiando em córrego de Goiânia, Goiás — Foto: Clayson dos Santos Souza/ TV Anhanguera