Nesta terça-feira, 09, a Polícia Civil de Goiás através da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos, deflagrou no Estado a “Operação Meu Zeloso Guardador” com o objetivo de dar cumprimento a 51 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de arquivamento e compartilhamento de fotos e vídeos pornográficos infantis na internet.

Moradores de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Bela Vista de Goiás, Senador Canedo, Goianésia, Inhumas, Pirenópolis, Caturaí, Itumbiara, Planaltina, Rio Verde, Jataí, cidade de Goiás, Mozarlândia e Aruanã, foram os alvos da operação que culminou na prisão de pelo menos 21 suspeitos.

Entre as prisões está um professor aposentado de 61 anos da cidade de Rio Verde. Em sua residência foram apreendidos um computador, um aparelho celular e um pendrive com fotos e vídeos pornográficos com crianças e adolescentes. O professor teria dito ao delegado da cidade, Carlos Roberto, que o computador na verdade pertencia a um amigo, no entanto, em seu pendrive também continha imagens pornográficas.

Segundo a polícia, o ex-educador foi autuado em flagrante e após pagar fiança no valor de R$ 15 mil foi liberado e deverá responder o processo em liberdade. Caso seja condenado ele pode pegar até quatro anos de prisão. Vale ressaltar, que de acordo com as investigações, o conteúdo pornográfico não produzido com a participação do professor.

Além do professor, outras 20 pessoas foram presas durante a operação, sendo que 10 foram presas em Goiânia, e as demais em Anápolis, Aparecida de Goiânia, Bela Vista de Goiás, Caturaí, Jataí e Goianésia. Algumas diligências ainda estão em andamento e, por isto, o número de detidos pode aumentar

A delegada responsável pela operação e titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos, Sabrina Leles, um dos homens foi preso por ser suspeito de produzir imagens pornográficas infantis. “As imagens são horrendas, indescritíveis, que envolvem a prática de atos libidinosos e até conjunção carnal envolvendo crianças e adolescentes”, explicou a delegada.

Conforme divulgou a polícia, mais cem mil arquivos foram analisados durante quatro meses de investigações. Os alvos da polícia seriam frequentadores de rede de compartilhamento fora da internet aberta. “Fomos peneirando e chegamos ao cadastro dos 51 alvos. Eles buscam redes paralelas para compartilhar imagens e vídeos, mas temos ferramentas de investigação forenses pelas quais a gente faz os levantamentos”, enalteceu a delegada.

Em Goianésia, um homem também foi preso, porém, após prestar depoimento na delegacia local foi liberado no fim da tarde e também deverá responder em liberdade. Até o fechamento desta reportagem a polícia não havia divulgado a identidade do investigado, bem como detalhes da operação em nosso município. Assim que for nos repassado esta matéria será atualizada.